Amor a si mesmo.

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Um dos temas mais polêmicos e complexos em nossos dias é a definição do que é o templo do Espírito Santo. Se é o nosso corpo como diz em I Coríntios:
Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (I 3:16). Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (I Co 6:19)
Então como devemos cuidar dessa morada de Deus? E como uma roupa, uma mudança física, um apetrecho, ou até uma marca poderia fazer, ou não, que o Espírito se apartasse de nós?

Há muitas opiniões sobre o assunto, muitos argumentos sobre a mudança das épocas, sobre um novo estilo, mas com a cabeça focada ainda em adorar a Deus e etc.. E todas essas escusas ou protestos deixam de observar um dos pontos mais importantes da bíblia, o qual o mundo tem tratado de esquecer.

Em uma passagem muito particular da vida de Jesus, ele foi confrontado a cerca de temas bem polêmicos e nos deixou o maior de todos os ensinamentos:
E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. (Mt 22:35-39)
Para um mar de contestações, Jesus respondeu de forma clara e objetiva. O amor a Deus deve superar toda polêmica e dúvida existencial e, complementando-o, o amor ao próximo como a si mesmo.

Nessa questão de desrespeito ao templo do Espírito Santo entra sim o amor a Deus sobremaneira, mas entra um ponto pouco visto da última frase de Jesus: “ame o próximo como a ti mesmo”.

O homem antigamente não sabia amar o próximo, pois amava muito a seu próprio ego, hoje muitas pessoas inverteram essa análise, não sabem amar o próximo por não amar a si mesmo.

O corpo virou um experimento de mudanças, um laboratório para bizarrices, ou um teste de resistência da pele e etc. Há casos onde seres humanos tentam se transformar em animais ou em símbolos de revolta através de seu corpo e, para isso, cobrem seu corpo com marcas permanentes ou com muitos furos deixando-o irreconhecível.

A roupa pode ser outra forma de expor o corpo de maneira depreciativa ou de subjugá-lo. O transformando em apenas um objeto de consumo, que pode até ser descartado.

É nesse ponto que entra o desrespeito ao templo do Espírito, pois Deus não criou um objeto, ou algo a ser esfaqueado ou perfurado. O Senhor nos criou a sua imagem e semelhança por tanto nos amar, mas infelizmente o homem hoje quer fugir da semelhança de Deus de todas as maneiras.

É muito complicado pontuar uma coisa, ou outra, como pecado ou não. Mas com toda certeza algo que é feito em rebeldia, em protesto, como forma de buscar um prazer a todo custo e principalmente de fazer com que as pessoas deixem de te ver pelo seu caráter e te tratar como uma atração turística, isso sim é uma grande maneira de entristecer a Deus.

Devemos lembrar que para amar ao próximo é necessário amar-se a si mesmo e ao Senhor em primeiro lugar. Assim as pessoas deixaram de ver toda essa aparência “manipulada” e verão ao criador do universo brilhando em nossos olhos, por sermos gratos da maneira que nos criou e por tratar o nosso corpo de maneira pura e não objetual.
Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. (II Co 3:18)
Uma boa semana a todos.

Abraços.

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