Fire in the hole!
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diego.bacon.
Vamos analisar o ser humano. Numa profunda e simples introspecção para entendermos o que nós somos e o que nós fazemos. Em palavras curtas, o que todo homem do mundo faz? Talvez não sempre, mas com certeza já fez alguma vez na vida, que atitudes que qualquer pessoa conhecida ou até totalmente desconhecida por você faz?
Respostas evidentes e fáceis: respira, se alimenta, dorme. OK. Sem essas coisas ninguém seria capaz de viver, mas será que existe mais alguma coisa que todos do mundo, em todas as eras, já fez, ou faz, mas não precisaria fazer pra existir ou sobreviver? A resposta é sim! Todos, até mesmo nosso Senhor Jesus, já reclamaram de alguma coisa nessa terra.
Uau, sério?! – você pode estar dizendo. Heresia! – Alguém do seu lado brada – Como Jesus poderia reclamar de algo? Pois é.
O problema está na compreensão da palavra “reclamar”. Reclamar nada mais é do que clamar pela reforma ou a restauração de algum estado ou posição. É entrar com uma nova instância para derrubar a situação atual de qualquer coisa. E, sim, Jesus fez isso, mais de uma vez!
A mais evidente está quando Cristo entra no templo e vê que o transformaram em um verdadeiro “camelódromo”. Ele reclama pelo antigo estado da casa de Deus, que era como devia estar e não sendo ponto de compra e venda de mercadorias, ou como Ele mesmo diz covil de salteadores.
E outra reclamação não tão evidente, mas não menos importante, foi quando ele morreu por nós, onde ele pode reclamar a chave do inferno e trazendo para si todos os pecados e cargas, tirando até isso de satanás. O Senhor entrou na causa como advogado e a reclamou, por isso hoje temos a oportunidade de através desse “processo judicial espiritual” (termo totalmente metafórico) sermos livres da condenação e do pecado. (Glória ao Senhor!)
Mas então por que muita gente diz que não agüenta reclamações, ou que quem só reclama é mal criado e etc.. Por um simples motivo, confundiram reclamação com murmuração. Murmuração é um acumulo de reclamações sem fundamentos e inapropriadas, é passar do ponto da razão e querer lutar por algo que não está em questão, ou contra a pessoa errada.
E isso sim, praticamente todos os cidadãos do mundo já fizeram e Jesus não. Bebês murmuram senhores de idade também o fazem, adolescentes, jovens, homens ou mulheres, até animais murmuram algumas vezes. E é isso que deve ser combatido.
Quem nunca se deparou olhando a TV ou a internet e não encontrou o que estava buscando e de repente começa a descarrilar péssimos elogios para o aparelho de televisão ou para o computador? O que eles têm a ver com isso? Ou quem nunca escolheu uma caneta que não funcionava e começou a tagarelar sobre a falta de tinta dela, ué, não é possível que uma carga chegue ao fim um dia?
Sem entrarmos no ponto do nosso corpo e sentimentos. Pois duvido também que alguém possa levantar a mão e dizer que jamais falou algo contra o seu cabelo ou bigode, barriga ou quadril. Ou que tal fulano ou beltrano não te dá atenção só porque você é isso ou aquilo.
Existem n coisas que podemos perceber nossos murmúrios e nossas falsas reclamações. E é isso que ninguém no mundo também suporta, mas todos nós fazemos e nem notamos. Já no começo da Palavra adão vira para Deus e diz: “A mulher que me destes por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gn 3:12). Mesmo reconhecendo o nosso erro, queremos jogar para os outros esses fatos.
Então, que a partir de hoje entendamos o sentido dos versículos de Efésios 4:
“26 Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. 27 Nem deis lugar ao diabo.”
O diabo foi o próprio que começou toda a murmuração dos tempos, querendo levantar algo inverídico contra Deus. E o que aconteceu, caiu, não só ele, mas todos que deram lugar as murmurações em seu interior.
Para finalizar no versículo 29 desse mesmo capitulo de Efésios, Paulo dá a síntese desse tema em um versículo explicando até o que ocorre com quem segue esses princípios.
Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe*, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim transmita graça aos que ouvem.
Não dispares torpedos* com sua boca, use-a com sabedoria. Seja como Cristo, busque esse discernimento em saber quando se deve reclamar, ou quando ficar quietinho no seu canto. E acima de tudo, tenha como Jesus, no seu vocabulário, muito mais palavras para abençoar que para criticar, assim pouparás o tempo de reparar danos mais profundos.
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