Montecchios e Capuletos

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Hoje, para exemplificarmos o tema da semana, recorreremos a uma metáfora da velha história de Romeu e Julieta. Imaginemos que cada família tivesse um país e em todo o país só houvesse membros pertencentes à dinastia tal. Porém certo dia uma família membro dos Montecchios (da parte de Romeu) tem que morar no país dos Capuletos (de Julieta).

Estes eram muito mal vistos pela sociedade local, e sempre surgiam boatos mil sobre eles.

Um belo dia, Huguinho Montecchio conhece outro garoto chamado Carlitos Capuleto. E esses se tornam grandes amigos. E começam a fazer muitas coisas juntos e logicamente, com a convivência, acabam tendo manias um do outro.

Até que a mãe de Carlitos percebe que seu filho está tomando algumas atitudes muito diferentes. Coisas que eram típicas e mitológicas dos Montecchios. E descobre da amizade entre seu filho e Huguinho.

Logo vem as criticas e as cobranças sobre o que está ocorrendo: - Filho, isso é coisa daquela gente mau caráter – dizia ela. – Mas eu num vejo nada errado nisso mãe – retrucava o garoto, surpreso por realmente não estar fazendo nada mal. – A questão não é ser bom ou mal, meu filho – completava a mãe – é que isso quem faz são eles, e depois você começa a fazer as outras coisas que eles fazem e isso vai te estragar menino.

E o diálogo se estendia horas a fio cada vez que Carlitos fazia algo de diferente. Contudo, sua mãe nunca chegara a uma verdade concreta sobre o porquê de não fazer coisas como as que Huguinho fazia, principalmente pelo fato de suas atitudes serem impecáveis, entretanto um pouco diferentes.

Uma situação um tanto quanto complexa esta não?! Há vezes que só pelo fato das atitudes de terceiros não serem similares as que dizemos parte do modo de vida correto, repreendemos piamente tal ato. Mas e o Carlitos como fica nessa história?

Podemos fazer um simples e rápido paralelo com a vida de muitos novos cristãos. Os quais viviam como “todo mundo” vive e após um encontro com pessoas que o conduziram a verdade do evangelho, mudaram pouco a pouco sua maneira de reagir, seus gostos e até a forma de aparentar-se.

E, por tais mudanças, começam a ser repreendidos por suas “aberrações” agora apresentadas. Coisas que na verdade não são más, muito pelo contrário, são apenas distintas das quais os que os cercam fazem. Muitas que mostram até o quão equivocados estavam antes de sua nova postura.

Tanto Huguinho, quanto esses que passam apertos em casa, ou no convívio diário, sofrem descriminações e reprovas. O que fará a diferença é como lhe dar com tais conflitos.

A atitude de entrar no conflito e querer provar por A + B que seu novo ponto de vista é o certo e não há outro em hipótese alguma é a pior possível nesse caso. Pois quanto mais houver conflitos, menos haverá soluções e mais feridos ficarão pelo caminho.

Não existe uma maneira melhor, de que entendam seus argumentos, senão vivê-los em plenitude e integridade.

Huguinho não precisava perder um amigo e nem você precisa deixar de seguir a Cristo. Antes de tudo, suas atitudes devem mostrar respeito à opinião dos demais, porém lembre-se sempre que uma ação vale mais do que mil palavras, e que logo (tempo relativo a cada um) verão que, se aquilo que você escolheu realmente vale a pena seguir, eles também precisam mudar suas formas de pensar.

Lembre-se, até o próprio Senhor foi rejeitado e mal compreendido por seus próprios parentes e conterrâneos. Assim, sempre peça a Ele sabedoria e mansidão para lhe dar com o que você não está muito acostumado a viver.

Para refletir:
“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”. (I Co 10:13)
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder”. (Ef 6:10)
Tenha uma ótima semana, que Deus te abençoe!

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