Os sapos

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Conta-se a história de dois sapos que se encontraram um dia dentro de uma panela de água bem fresquinha, ampla o suficiente para ambos e bem cômoda após o desgaste que tiveram pela captura. E um sapo vira para o outro e diz: “Que bom que viemos parar aqui, eu pensei que iria morrer, mas aqui está tão refrescante que não tem o porquê se preocupar, relaxamos um pouquinho aqui e depois partimos de volta para nossa casa”.

O outro, que conhecia um pouco sobre o mundo a volta deles, logo achou estranha toda aquela situação e desconfiou que todo aquela água era muito suspeita e que iriam se dar mal se seguissem mais tempo ali. Disse ao seu companheiro: “Vamos embora! Esse lugar é uma grande cilada”.

Contudo o primeiro nem lhe fez caso. Continuou nadando dentro do recipiente e descansava despreocupado. Tudo o que queria estava ali, uma paz aparente, uma curtição e uma sensação de liberdade impar. Já seu amigo dava saltos desesperados tentando alcançar o topo daquele lugar para então se sentir livre novamente.

Mas pouquinho a pouquinho aquela água fresquinha ia esquentando e o que estava curtindo ficava cada vez mais relaxado e convidava o outro repetitivamente: “Cara, relaxa dessa neura de querer sair, curte o momento. Depois quando ficar entediante a gente dá um jeito de sair”. Por sua vez o sapinho que almejava partir fazia o convite oposto: “Se a gente ficar aqui vamos acabar nos dando mal. Ajude-me a alcançar a borda que eu te puxo para fora e fugimos”.

E a água ficava mais quentinha e o que tentava fugir se incomodava enormemente com aquela sensação de prazer aparente, que contracenava com seu instinto de sair dali. E num último fôlego que tinha saltou com todo esforço e alcançou finalmente a borda da panela e gritou para o que ficou chamando-o para ir com ele. Porém, por ter ficado parado e apenas “curtindo” o momento, seu colega fora cozido pelo calor da água e morrera ali mesmo na sua frente.

Nós vivemos tempos de sapos em panelas. Somos inseridos num mundo onde o prazer e a pregação sobre ser livre para fazer o que quiser e o que der vontade são ofertados num prato fresquinho e atrativo. Onde nos servem o que queremos, ou o que nosso corpo deseja,  sem pedir nada em troca e nos convidando para ficar lá.

Somos acondicionados a topar aquilo e ver como normal. Mesmo que no fundinho vemos que ali num é realmente nosso lar.

Por nossos erros fomos tirados de um relacionamento direto com Deus e colocados nessa panela de água que vai se aquecendo pouco a pouco.

Mas Deus é maravilhoso e nos permite ver que há algo além de tudo isso. A panela está destampada e Ele deseja que saíamos desse lugar e voltemos a compartilhar nosso coração com Ele. E por mais que a “panela” pareça alta e intransponível é possível sair dali.

Deus quer que tenhamos uma verdadeira liberdade, uma liberdade que não é cercada por paredes, que não tem limites. Ele quer que vivamos fora dessa lugar onde, pouco a pouco, por conta do comodismo, somos cozidos e onde o destino final é a morte.

Não podemos ser como aquele sapo que se achava livre e que pensava que cuidava de sua própria vida muito bem, mas que foi fadado a ficar na panela. Nem tão pouco alcançar a borda da mesma e ficar olhando lá de cima o que podíamos estar curtindo se estivéssemos naquela água tão gostosa. Temos que buscar e conhecer a verdade, e a verdade está fora daquele lugar.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (Jo 8:32)
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (Jo 14:6)
A liberdade em Cristo é a única e verdadeira liberdade, pois Ele é o que nos libertou e nos levará até o Pai. Então aproveite que esse caminho está disponível a todos os que do fundo do coração buscarem e experimente a verdadeira e real sensação de ser LIVRE!

Tenha uma boa semana. Que Deus nos acompanhe e nos livre do mal.
Abraços!!!
fb.com/InfiltradosNoMundo

@infiltradosINM

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