Os sapos
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diego.bacon.
Conta-se a história de
dois sapos que se encontraram um dia dentro de uma panela de água bem
fresquinha, ampla o suficiente para ambos e bem cômoda após o desgaste que
tiveram pela captura. E um sapo vira para o outro e diz: “Que bom que viemos
parar aqui, eu pensei que iria morrer, mas aqui está tão refrescante que não
tem o porquê se preocupar, relaxamos um pouquinho aqui e depois partimos de
volta para nossa casa”.
O outro, que conhecia um
pouco sobre o mundo a volta deles, logo achou estranha toda aquela situação e desconfiou
que todo aquela água era muito suspeita e que iriam se dar mal se seguissem
mais tempo ali. Disse ao seu companheiro: “Vamos embora! Esse lugar é uma
grande cilada”.
Contudo o primeiro nem lhe
fez caso. Continuou nadando dentro do recipiente e descansava despreocupado. Tudo
o que queria estava ali, uma paz aparente, uma curtição e uma sensação de
liberdade impar. Já seu amigo dava saltos desesperados tentando alcançar o topo
daquele lugar para então se sentir livre novamente.
Mas pouquinho a pouquinho
aquela água fresquinha ia esquentando e o que estava curtindo ficava cada vez
mais relaxado e convidava o outro repetitivamente: “Cara, relaxa dessa neura de
querer sair, curte o momento. Depois quando ficar entediante a gente dá um
jeito de sair”. Por sua vez o sapinho que almejava partir fazia o convite
oposto: “Se a gente ficar aqui vamos acabar nos dando mal. Ajude-me a alcançar a
borda que eu te puxo para fora e fugimos”.
E a água ficava mais
quentinha e o que tentava fugir se incomodava enormemente com aquela sensação
de prazer aparente, que contracenava com seu instinto de sair dali. E num
último fôlego que tinha saltou com todo esforço e alcançou finalmente a borda
da panela e gritou para o que ficou chamando-o para ir com ele. Porém, por ter
ficado parado e apenas “curtindo” o momento, seu colega fora cozido pelo calor
da água e morrera ali mesmo na sua frente.
Nós vivemos tempos de
sapos em panelas. Somos inseridos num mundo onde o prazer e a pregação sobre
ser livre para fazer o que quiser e o que der vontade são ofertados num prato
fresquinho e atrativo. Onde nos servem o que queremos, ou o que nosso corpo
deseja, sem pedir nada em troca e nos
convidando para ficar lá.
Somos acondicionados a
topar aquilo e ver como normal. Mesmo que no fundinho vemos que ali num é
realmente nosso lar.
Por nossos erros fomos
tirados de um relacionamento direto com Deus e colocados nessa panela de água
que vai se aquecendo pouco a pouco.
Mas Deus é maravilhoso e
nos permite ver que há algo além de tudo isso. A panela está destampada e Ele
deseja que saíamos desse lugar e voltemos a compartilhar nosso coração com Ele.
E por mais que a “panela” pareça alta e intransponível é possível sair dali.
Deus quer que tenhamos uma
verdadeira liberdade, uma liberdade que não é cercada por paredes, que não tem
limites. Ele quer que vivamos fora dessa lugar onde, pouco a pouco, por conta
do comodismo, somos cozidos e onde o destino final é a morte.
Não podemos ser como
aquele sapo que se achava livre e que pensava que cuidava de sua própria vida
muito bem, mas que foi fadado a ficar na panela. Nem tão pouco alcançar a borda
da mesma e ficar olhando lá de cima o que podíamos estar curtindo se estivéssemos
naquela água tão gostosa. Temos que buscar e conhecer a verdade, e a verdade
está fora daquele lugar.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (Jo 8:32)
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (Jo 14:6)
A liberdade em Cristo é a
única e verdadeira liberdade, pois Ele é o que nos libertou e nos levará até o
Pai. Então aproveite que esse caminho está disponível a todos os que do fundo
do coração buscarem e experimente a verdadeira e real sensação de ser LIVRE!
Tenha uma boa semana. Que
Deus nos acompanhe e nos livre do mal.
Abraços!!!
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