O poder da vida

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Quando Deus criou o homem Ele deu diversos “poderes” para este, poder de nomear tudo o que havia sob a Terra, poder de comandar toda a criação e cuidar dela, poder de experimentar tudo o que quisesse, entre outros. Mas o mais fantástico poder que Deus deu ao homem foi o poder da vida.

Quando Deus fez homem e mulher, Ele deu em suas mãos a oportunidade de gerir a continuidade de sua espécie. O homem podia ter relações com sua mulher, gerar herdeiros e herdeiras, ou não. Ele tinha essa escolha, ele tinha esse “poder”. Foi o presente que Deus deixou a ele, para que seus descendentes usufruíssem também de tudo o que o Senhor fizera.

Até o dia em que o homem abdicou de ter o total poder da vida em suas mãos. Quando desobedeceu a única restrição imposta sobre seus poderes. O homem deixou de ter o domínio do poder da vida, quando o pecado corrompeu o seu ser, e junto a isso corrompeu toda a criação.
O tempo começou a ser contado, pois o homem não tinha mais isso debaixo dele, onde um dia ele deixaria de viver, ou antes, até, ele não teria mais condições de gerar uma vida.

Contudo, o Senhor em sua benignidade, em todo tempo deu alternativas para que o homem tornasse a experimentar esse poder da vida, mas sempre através de sacrifícios, até o dia em que enviou seu filho Jesus, para que, através dele recuperássemos esse poder em definitivo.
“O ladrão veio para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para que tenhais vida e a tenham em abundância”. (Jo 10:10)
Esse sacrifício final foi feito para toda e qualquer homem que fosse gerado através dessa maravilha da geração de vida. Assim, esse novo ser humano, que nascera em pecado, pudesse ter essa vida em abundância.

Junto a essa separação, no Éden, sobreveio ao homem a distorção do poder da vida, onde ele poderia sim continuar a decidir sua continuidade, tendo ou não herdeiros, mas convivia, a partir de então, com métodos corrompidos para tal controle, como a morte. Não só por fatores que surgiram, como doenças, acidentes naturais e etc., mas a decisão pela morte.

É difícil discutir um assunto desses, porém a maneira mais fácil de matar alguém é não ter conhecimento de quem é esse ser que está sendo morto. Assassinos de aluguel não têm sentimentos depositados em suas vítimas, assim trabalham com mais frieza. Matar um feto é também matar alguém que não se conhece ainda, que não há histórias de vida com ele, não há uma interação sentimental consolidada.

Sim, há esperanças, sonhos, projetos e tantas outras coisas, pois o poder da vida ainda está ali, meio que apagado, mas está. Aquela mãe sabe que a criança que cresce em seu ventre é em partes ela mesma. Entretanto tais sonhos e esperanças ainda não se concretizaram e podem ser formados de maneira inversa, pensando que aquele serzinho não terá a chance de escolher viver ou não.

Existem inúmeras situações passíveis de aborto, umas legais, outras totalmente ilegais, mas todas são baseadas na escolha de usar esse poder da vida sobre alguém inocente e indefeso.

Por mais dura que seja a situação, mais pesado seja o caso, é o homem vivo que decide a vida de uma nova criatura.

Possivelmente, se é ainda não viveu, você viverá a experiência de gerar uma vida e junto com isso terá a decisão de gerir esse feito, e excluindo fatalidades naturais, poderá decidir se ela será formada por completa e se chegará a viver fora do útero em que estará sendo formada.

Por isso não se esqueça que você tem em suas mãos esse poder e entregue toda a sua vida nas mãos do verdadeiro AUTOR DA VIDA. E que as vidas que você venha a gerar possam também ser concebidas debaixo da santidade e do plano maravilhoso que Ele tem, em especial, pra você.

Que Deus nos guarde nesse propósito e nos dê paz em todo tempo.
Um abração!

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