Uma sala!
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diego.bacon.
Uma sala
fechada, sem janelas, sem escapes, com uma pequena porta a frente, mas mesmo
ela está trancada, e ainda por cima as paredes começam a se mover em direção ao
centro do cômodo, estreitando toda a área do mesmo. E VOCÊ está ali no meio,
procurando auxílio, gritando por socorro, buscando, de todas as formas, sair daquele
local claustrofóbico
Contudo,
nada muda, as paredes estão cada vez mais próximas e o seu mundo passa diante
dos seus olhos, como um grande foguete dá volta à Terra. Tudo o que você podia
ter feito, mas não fez. Aquilo que podia não ter acontecido, mas deixaste
acontecer. Como você foi parar naquele lugar?
Em um
momento súbito de lucidez você ergue os olhos e brada com o âmago: PARA TUDO!!!
Um
gramado calmo, um lago a frente, um dia de sol em um parque imenso, cheio de
árvores frondosas, flores em pequenos jardins ao lado, pássaros assoviam, como
se conversassem com toda a natureza e o vento, com um toque de cereja no
sorvete, permeia cada cantinho desse imenso paraíso até tocar o seu rosto.
Mas em
um dado momento, toda essa calmaria começa a perder a graça. Está tudo calmo de
mais. As pessoas ao redor não se importam muito com isso, pra elas tudo está
bom, tudo está no seu devido lugar. Então, você se levanta e começa a procurar
como mudar aquilo ali, o que fazer de novo, o que se pode experimentar.
Logo,
alguns muros são erguidos, você começa a criar seu próprio ambiente, da forma
que você acha que deveria ser, começa a expor sua personalidade, a fazer à sua
maneira. Mais muros aparecem, mais altos eles são. Aquele ambiente campestre
torna-se algo externo ao seu mundo. Tudo mudou. Outras pessoas agora vivem com
você, as falas são outras, as convicções também. O seu Eu impera.
Entretanto,
isso não te sacia. Você quer mais, e mais, e mais. Traz novas coisas pra dentro
desse cercado. Constrói, destrói, constrói novamente e novamente. Cria laços,
desfaz abraços. Junta tudo, não joga nada fora. E aquilo apenas cresce.
Uma sala
fechada, sem janelas, sem escapes, com uma pequena porta a frente, mas mesmo
ela está trancada, e ainda por cima as paredes começam a se mover em direção ao
centro do cômodo, estreitando toda a área do mesmo. E VOCÊ está ali no meio.
Onde
está o silvar da andorinha? Onde, a brisa suave? Onde, as pessoas felizes?
Há
apenas você e seu grito que ecoou, reverberou e tocou o coração de alguém. O d’Ele.
D’Aquele que formou aquele jardim.
A porta
bate. – “Quem é”? – você pergunta. “Eu quero abrir a porta, pra comer contigo,
posso”? – Ele responde com toda doçura, que há tempos você não sentia.
“Mas
está tudo apertado, não há espaço para mais ninguém, está tudo um caos, como
posso te receber”? – Não há indagação que faça mais sentido nesse momento. “Deixe-me
entrar, eu posso resolver isso para você, apenas confie em Mim”! – Ele responde
e se cala, agora a decisão é sua, o turbilhão a sua volta tenta dizer não a
Ele, mas o seu coração clama por ajuda desesperadamente.
Vagarosamente
a porta se abre. Suas mãos trêmulas vacilam enquanto a maçaneta gira e permite
que aquela luz entre e preencha o ambiente.
O
primeiro passo foi dado, ele pode entrar, mas ainda espera o seu convite. Ele
quer deixar tudo como deveria ser. Tudo como Ele planejou ser. É a sua vez de
dizer “entre”.
Essa é
uma decisão diária. Se deixarmos, tudo o que conhecemos é modificado por nossas
convicções, por nossas ganâncias e vontades. Porém, quando nos damos conta, o
mundo já está de ponta cabeça.
Só há
uma pessoa no mundo que nos ajuda a acertar os ponteiros, a levantar a cabeça e
a recomeçar, mesmo que seja muito difícil. Mesmo em meio a tribulações, ou
dores, Ele estará constantemente atento a sua voz, apenas diga: “entre”!
“Portanto,
nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz
as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então
cada um receberá de Deus o louvor”. (I Co 4:5)
Uma ótima
semana a todos. Que o Senhor nos ajude a levantar a cada dia e viver Sua boa,
agradável e perfeita vontade.
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