Black Bloc
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diego.bacon.
Você sabia que existiu há alguns anos atrás um grupo de característica semelhante aos Black Blocs, porém cristão?! E que, por conta de suas reinvindicações, o mundo mudou por inteiro, a partir desse movimento?
Para maiores esclarecimentos, segundo o Wikipédia, os grupos Black Bloc se constituem principalmente de anarquistas e integrantes de movimentos afins (anticapitalistas e anti-globalização), que se organizam em conjunto para determinada ação de protesto. O objetivo pode variar em cada caso, mas, em termos gerais, trata-se de expressar solidariedade diante da ação repressiva do Estado e de veicular uma crítica, segundo a perspectiva anarquista, acerca do objeto do protesto no momento.
Mas como então um grupo cristão pode ter agido como um grupo de bases anarquistas, totalmente distinto do que se afirma na palavra? Aconteceu!
Em meio a um sistema, em que uma determinada classe dominava parcialmente ou totalmente o poder das cidades e reinos, um homem parte para um monastério, afim de estudar mais profundamente a Palavra (nesta época apenas o clero tinha esse direito). Tal homem passa algum tempo em uma torre na Alemanha destrinchando cada “Verbum vivum” (Palavra viva) do Livro Sagrado e após tanto ler começa a não conformar-se com o regime da época, com os dogmas instaurados e decide criar um novo conceito.
O Reformation Bloc iniciou-se então, quando este homem, em 1517, afixou na frente de um dos marcos desse sistema, a Igreja do Castelo de Wittenberg, 95 teses contra o que o Clero pregava. Outros homens apoiaram sua causa assim e o movimento revolucionário estourou.
Este grupo difundiu dia após dia as ideias de Lutero, o monge rebelde, sendo acrescido de outros
pensadores e teólogos que fortaleceram suas bases e começaram a quebrar tudo. A derrubar as propostas da sociedade em questão e a anunciar uma reviravolta no sistema.
Não sabia disso? Sim, eles quebraram, não fisicamente, como o Black Bloc prega em sua maneira de agir, mas romperam preceitos que estavam encrustados na sociedade, de maneira errônea em suas visões, e o mundo mudou depois disso.
Os Protestantes expandiram suas ideias para todas as classes, tanto para os ricos, monarcas, burgueses, até aos pobres, camponeses ou os menos favorecidos. Romperam inclusive as bases da corrupção operante da época e expuseram falhas do regime e de seus lideres.
De uma maneira Cristã revolucionaram o mundo. Aí sim fazendo diferença perante a atitude dos rebeldes dos tempos modernos.
Isto é bíblico, não aceitar os erros do presente século e buscar uma transformação geral da mente, mas de maneira honrosa e respeitando limites (Mt 22:39) e também as autoridades vigentes (Rm 13:1).
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”! (Rm 12:2)
Uma transformação vem com estudo, com bases firmes e com um propósito real e bem definido a ser alcançado, pois se não houver esses pilares, tudo isso não passará de uma revoltazinha banal e prejuízo a todos os envolvidos.
Mesmo com muita postura e conhecimento Lutero e seus contemporâneos sofreram diversas represálias durante o período de defesa de suas propostas. Muitos morreram defendendo a causa, alguns foram presos e perderam direitos sociais, outros, por sua vez, abriram mão do que mais amavam, pois criam que a verdade que lhes era mostrada estava muito aquém do que realmente o Senhor ensinara como Verdade e Amor.
Nestes dias de mudança, nesse período do reestruturação do pensamento, não deixe um bloco de pessoas, ou uma simples onda da moda, fazer sua cabeça com ideias fúteis e infundamentadas, mas renove sua mente com consciência, conhecimento e embasado em argumentos concretos.
Se algo pode ser melhor, levante a bandeira e haja em prol desse fato. Primeiro faça a diferença no lugar que vocês está, pra então essa diferença mudar lugares que você nem chegar a conhecer. Marcar a história.
Não é preciso muito, basta apenas conhecer a Verdade e a Verdade te LIBERTARÁ!!!
Uma boa semana a todos! Que Deus nos guarde do comodismo e do conformismo.
Abraços!
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