Testemunhos

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Se você ouvisse falar de uma história, onde um homem, que nasceu em um lar cristão, acaba desviando seus passos do caminho e começa a viver de uma forma que sacie seu bel prazer, de maneira que, a cada decisão, sua vida se afunda mais e mais em problemas e pecados, que quando ele resolve mudar novamente e endireitar-se na vida, todas as coisas se tornam muito mais complicadas para ele e seu sacrifício tem que ser descomunal para que tudo se resolva, você ficaria tocado?

E se, agora, a história fosse outra? Se você ouvisse sobre um rapaz que sempre fez tudo certinho, nunca se desviou, nem para a direita, nem para esquerda, mas buscou diariamente seguir os ensinos cristãos, e hoje vive tranquilamente, amando ao Senhor incondicionalmente, mas sem ter uma história de mudança de vida radical, pois nunca viveu pela carne, mas buscando ficar puro e santo todos os dias, você seria impactado por essa história?

Provavelmente lendo nós responderíamos que a história do moço bom é melhor, mas na prática, ouvindo cada uma das narrativas, a primeira chamaria muito mais atenção que a segunda. Mas porque tanto sacrifício nos chama mais atenção que uma vida disciplinada?

A Palavra de Deus traz uma narrativa muito conhecida por todos, sobre dois filhos, um que resolve viver como lhe apraz e outro que prefere ficar nos braços do pai, sendo cuidado por ele (Lc 15:11-32).

Essa história é contada para mostrar que nosso Pai celestial, sempre estará disposto a nos receber de volta, independente do que fizemos na vida, sem preconceitos ou preferências por algum tipo de vida, ou conduta.

Porém ela também é narrada por Cristo, para nos mostrar, que uma vida fora dos caminhos do Senhor trará duras penas. Que uma vida guiada por nosso eu, ou nossas convicções, será uma vida de sacrifícios e voltar para um caminho justo também terá o seu preço a ser pago. Não porque ele gosta de ver alguém se humilhar e ser castigado por suas escolhas, não, mas porque toda atitude é uma ação que traz consigo um fruto, ou uma reação de todas as coisas que foram semeadas ao longo da jornada.

Os braços do Pai nunca estarão fechados para receber um filho, mesmo ele vindo cheio de bagagens não tão agradáveis, ele estará disposto a tirar todo o fardo e cuidar de seu filhinho novamente.

Mas também para o filho que não fugiu Seus braços, também, estão abertos. Ele sempre está ali, feliz em tê-lo por perto, com a ciência de que seu filho está bem e está sendo cuidado de uma forma excelente. Este tem a oportunidade de, todos os dias, se nutrir com o melhor de seu Pai, viver em sua presença e ter a melhor companhia de todas.

Quando um pecador se arrepende há festa no céu (Lc 15:10), mas festa maior é quando um justo não se deixa levar pelos prazeres deste mundo.

Pois, seguramente, é melhor obedecer do que sacrificar.


Boa semana a todos! Um forte abraço! Deus abençoe!

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