Isso que é Fan!
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Regis Terencio.
Final de campeonato brasileiro, estádio lotado, o sujeito procura um lugar vazio, até que depois de muito procurar encontra. Ele comenta com o sujeito ao lado:-Nossa, um jogão desses. Foi muita sorte minha encontrar este lugar vazio.
-Na verdade, esse lugar é meu -diz o sujeito-, é que eu e minha mulher vínhamos em todos os jogos do Corinthians desde que nós nos casamos em 1967. Mas agora ela morreu.
-E porque o senhor não deu o lugar dela pra um parente ou conhecido?
-Ninguém quis. Estão todos no funeral.
xx de Setembro de 2005
Eu e uma amiga saímos de Campinas no último ônibus da noite com destino São Paulo. Chegamos lá de madrugada, pegamos um metrô e íamos pegar um ônibus, mas acho que o dinheiro acabou... ainda estava longe, mas seguimos o percurso a pé. Sempre apertando o passo. O importante é que deveríamos chegar cedo no estádio do Pacaembú para pegar um bom lugar na fila.
Chegamos lá por volta das 6am e pra nossa felicidade estávamos bem no início mesmo! Na nossa frente tinham apenas pessoas em barracas que tinham chego 1 ou 2 dias antes e dormiram ali nos primeiros lugares da fila. Enfim, agora era esperar, pois os portões só abririam às 2 da tarde. A fila foi aumentando, aumentando... perto do meio-dia já tinha tanta gente que nem se podia mais ver o fim da fila. Sono, sol, fome... nada poderia deter a emoção de estar ali! Ficamos firmes em nossos lugares, na expectativa!
O portão finalmente abriu e aquela manada louca e desvairada saiu correndo como se fosse a última corrida de suas vidas. Pertences caindo, coisas ficando pelo chão, carteiras.. bolsas.. máquinas. Nesse momento nada importava, nem mesmo quem caia e era pisoteado. O importante era chegar lá na grade primeiro! Para curtir o show!
Eu e minha amiga conseguimos chegar lá, há alguns passos do palco! Mas em poucos instantes começou a ficar bem desconfortável, pois as 40 mil pessoas (estou chutando um número!) atrás de nós estavam empurrando muito. Estávamos todos tão apertados que estávamos praticamente compactos. E estava cada vez mais quente. As pessoas suando e aquele grude nojento apertado e o suor de todo mundo virando uma nuvem só de vapor que subia, fétida. rs. Algumas pessoas passavam mal e eram tiradas dali desmaiadas por cima da multidão, sendo passadas em todas as mãos, sem consciência.
Já eram 5pm e o show que era pra começar às 2pm ainda não dava nem sinal de começar. O cansaço ficava lembrando a barriga que ela estava vazia, a qual lembrava a boca que estava completamente seca e com sede. Mas o importante era ficar ali.
Às 6pm um outro artista entrou e fez a abertura do show. E somente às 7pm mesmo é que foi começar o show que tanto esperávamos! A multidão a loucura! Ninguém entendia Inglês e nem uma palavra sequer das letras das músicas ou do que a cantora dizia no palco. Mas todos continuavam pulando, com as mãos pra cima e gritando frenéticos! Yeahh!O show não durou 30 minutos e a cantora foi embora pois começou a chover muito forte. Mas aquele dia pude me sentir mais perto de quem, para mim, era um "ícone". Agora, vestindo a minha camiseta estampada com o rosto da artista e uma parada no braço com o nome dela, era hora de voltar para casa e chegar no meu quarto - na época - coberto de pôsteres, revistas, CDs e DVDs, e finalmente descansar...
“Tem boca, mas não podem falar, olhos, mas não podem ver; tem ouvidos, mas não podem escutar, nem há respiração em sua boca. Tornam-se como eles aqueles que os fazem e todos os que neles confiam.” Salmo 135: 16-18
Quando você é fan de algo ou alguém, você se torna parecido com isso. Se veste, fala e pensa de acordo com o seu “ícone”. Este é seu assunto favorito, você faz de tudo e, por mais ridículo que possa parecer aos olhos de outros, “vergonha” é algo que não existe. Quem é seu ícone?
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