Provas e testemunhas

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Seu José, um nordestino muito introvertido, trabalhava em uma empresa onde sua única tarefa era ficar 8 horas por dia apertando parafusos em uma bancada.
Mas todo dia seus 'colegas de trabalho' passavam atrás dele e davam um tapinha, um famoso 'pedala-Robinho' em sua nuca, e ele sempre dizia, sossegadamente:
- Pára que eu não gosto...
O tempo foi passando, e os industriais não perdiam a mania.
Era sempre a mesma atitude, e sempre a mesma resposta:
- "Páááár qu'eu num gosto"... - Dizia ele, com seu sotaque calmo e de reprovação.
Mas, como a maioria de nós - senão todos - um dia seu José foi ao trabalho com a cabeça cheia, fervendo. Havia discutido com sua amável esposa e, não o bastante, perdera a hora do trabalho por conta disso.
Nervoso, inquieto, trabalhando a mil por hora, não aguentou a brincadeira de seu colega, e impulsivamente apanhou a faquinha de bancada com a qual trabalhava e golpeou seu parceiro, que tragicamente veio a falecer.
Ficou desesperado, desempregado e, evidentemente, foi indiciado. Para piorar sua situação, nenhum advogado queria defendê-lo, apenas um novato, sem causas ganhas e recém-formado em direito. Não tinha como não ficar nervoso.
No dia do julgamento, após a solenidade etc, o juiz chamou ao jovem advogado de defesa, que começou:
- Vossa Excelência, bom dia! - Disse, e respirou fundo, olhando para o 'público' ao seu redor. - Bom, Vossa Excelência, pois é... - Continuou, meio tímido e recatado. - Vossa Excelência, quero dizer algumas palavras nesse lindo dia. Lindo dia hoje, não é, Vossa Excelência?!
- Sim, meu jovem. Prossiga, por gentileza. Disse o juiz, estranhando a atitude do advogado.
- Então, Vossa Excelência... O advogado fez uma pausa e olhou nos olhos do juiz.
- Pode falar.
- Ah, Vossa Excelência, Vossa Excelência...
- Páre de enrolar e comece seu discurso! Respondeu o juiz, já com voz de perturbado pela demora.
- Desculpe, Vossa Excelência. O fato é que, bem, Vossa Excelência... O senhor está nervoso, Vossa Excelência?
- FALE DE UMA VEZ!!! Retrucou o juiz, batendo o martelo e inclinando seu corpo à frente, irritadíssimo.
Todos na sala assustaram por conta do brusco barulho, e o aprendiz de direito prosseguiu:
- Isso, Vossa Excelência, foi uma atitude inconsciente de sua parte. O senhor não mediu a sua atitude antes de tomá-la e, devido a uma série de fatores, como sua autoridade nesse local e sua visível impaciência em resposta a minha maneira de ser, fez com que o senhor perdesse seu autocontrole. Infelizmente, meu cliente também teve essa mesma atitude, também em seu local de trabalho, a diferença é que não levou segundos, mas anos; não respondeu tão logo, mas retraiu-se inúmeras vezes; e, infelizmente, não tinha um martelo em sua mão, mas uma faca. [...]
O advogado discursou mais alguns minutos e, no final do dia, o juiz se viu obrigado a inocentar o réu.

Acreditem ou não, essa história é real. E entre provas e outros detalhes, uma das coisas que facilitou a decisão do juiz se chama testemunha. Ou a falta disso.
Não havia ninguém que houvesse visto o crime, o 'deslize', e isso tornava a situação mais complexa. Ficava difícil do juiz determinar o que era real e o que era invenção, já que não haviam pessoas para contar o acontecimento. Não haviam provas, apenas uma faca ensanguentada, que poderia ter ido parar no estômago do rapaz por várias razões.

Da mesma forma, nossos colegas, amigos e familiares estão tentando decidir, mas veem uma situação complexa pela frente. Não sabem se decidem aceitar a Jesus ou não. Não sabem o que é aceitar a Jesus. Para alguns, não existem provas de que Ele existe, e não  testemunhas de que opere milagres. Estão na posição do juiz, tentando encontrar, por trás de tudo o que ouvem, qual é a verdade.

A minha pergunta para vocês é a seguinte: você está realmente a fim de ser uma testemunha de Cristo? De ser um vaso ambulante, usado por Deus, mostrando que Ele existe, que te faz feliz, te completa, e sendo prova viva e perfeita da vontade dEle?
E a pergunta do Pr. Rapha é mais uma vez feita a vocês: qual é a sua verdade?

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